Enfim, coloquei o meu pé no tapete. Andava bem devagar, na esperança de que ninguém me reparasse. Mas todos estavam me olhando, me esperando. Entrei, para passar isso logo. Respirei fundo, e comecei a andar.
Felipe estava me olhando com uma cara de safado, mordendo os lábios, mas logo estava babando, com os olhos na minha bunda. Fiquei espantada com a expressão dele. Sussurrou algo para si mesmo, que eu não pude ouvir. A sra. Luiza estava me olhando fixamente no rosto. Bruno só olhava pra mim de vez em quando, porque Luana e Carol mandaram duas mensagens para ele, e tinha de decorar. Resumidamente, estavam me olhando como uma deusa, como Afrodite. Fiquei com vergonha, mas depois passou.
Depois voltei para o quarto de Luana, e ela logo veio falar comigo.
Luana – Você tava desfilando como uma deusa!
Carol – Foi incrível! EU simplesmente A-MEI!
Eu – Vocês acham que foi isso mesmo? Eu desfilei normalmente!
Luana – Você tinha é que ver a cara do Felipe! Ele ficou babando!
Eu – É, Luana, eu reparei nisso. Apesar de estar com a câmera na cara, eu via o sorriso malicioso por trás da câmera.
Carol – Eu que dei um toque nele, pra ele tirar foto! Senão ele não ia parar de olhar pro seu bumbum!
Eu – Carol! Bem, você tá pronta, Lu? – perguntei a Luana.
Luana – Tô, sim. Só quero colocar uma coisinha. – respondeu, se abaixando e colocando um pingente no chinelo que estava usando.
Bruno – E agora, Luana! Vestindo um biquíni floral de cores fortes e usando um chinelo laranja com um pequeno pingente! – falou, descrevendo a própria namorada.
Desfilamos mais umas cinco vezes, e Felipe não parava de fazer uma cara que eu fiquei até com medo.
Quando terminamos, os garotos foram no quarto da Luana pra ver a gente. Carol estava no banheiro, tirando a maquiagem, e logo depois iria tomar banho, por isso estava vestindo um roupão. Eu e Luana estávamos tirando a roupa, completamente NUAS.
E a minha única reação quando ouvi o barulho da porta foi sentar na cadeira, com uma saída de praia TRANSPARENTE. Ou seja, dava pra ver tudinho, detalhe por detalhe. A sorte que eu coloquei meu braço em cima dos meus seios e a outra mão nas minhas partes íntimas.
Luana – SAIAM JÁ DAQUI SE NÃO QUEREM VER TAPAS E SOCOS NA CARA! SAFADOS! – gritou, com o rosto vermelho e uma toalha de banho no corpo, escondendo tudo.
Apesar de ela ter gritado tudo aquilo, Felipe ainda deu uma espiadinha. A minha reação foi tacar um chinelo bem mirado, justo no rosto dele.
Eu – Felipe!! Sai daqui, seu safado! – falei, quase gritando também.
A porta se fechou rapidamente. De novo, a porta abriu, mas não era nenhum dos dois. Era a mãe da Luana. E fiquei aliviada.
Sra. Luiza – O que houve, meninas? Eram os garotos?
Carol – Acredito que eram, não vi nada, mas ouvi tudo. – disse, de dentro do banheiro.
Luana – É, mãe, foram o Bruno e o Felipe.
Sra. Luiza – Eu pedi pra eles baterem na porta. Bem feito! O Felipe tá zonzo aqui no corredor.
Eu – É que eu taquei um chinelo bem na cara dele. Bem feito! Nhé!
Felipe – Viu, sra. Luiza? Elas são bem esquentadinhas!
Sra. Luiza – Vi, sim! E não é porque vocês são amigos ou namorados delas que podem ver as intimidades delas, não! Respeito, meninos!
Bruno – Eu só fui uma vez. Mas eu avisei pro Lipe! Não era pra ele ter ido espiar a Ca... – Felipe interrompeu ele.
Felipe – As garotas, Bruno, AS garotas. – interrompeu Bruno.
Sra. Luiza – Felipe, eu sei que você queria ver a Camilla, não é, senhorzinho? – falou, pegando ele de surpresa.
Felipe – Né, não! Eu só queria mostrar as fotos! E falar com elas! – mentiu.
Bruno – Hm, rm, sei... – disse, irônico.
CONTINUA
Nenhum comentário:
Postar um comentário