Abracei ele com força. Agora estávamos chorando. Raramente ele chorava por alguma coisa. Apenas por tristeza, medo e... amor.
Passei a mão em seu cabelo, e fiquei brincando com as mechas.
Eu – Felipe, vamos, senão vão achar que estamos nos beijando ou algo assim.
Felipe – Tá.
Quando fui destrancar a porta ele me agarrou, me prendeu na parede e me beijou. Eu estava sendo claramente forçada. Ele prendeu minhas mãos e me segurava. Mas aquele hálito de morango, aquele jeito doce... Muito bom. Não era meu primeiro beijo, é claro, tinha 14 anos, meu primeiro beijo tinha sido o ano passado. Mas, enfim, é outra história.
Aquele jeitinho carinhoso, muito doce, o gostinho de morango, ai, ai... Mas logo vi que ele tinha me relaxado e me soltei.
Eu – Felipe! O que acabou de acontecer?
Felipe – Você não entende! Eu te amo, e é só do seu lado que eu quero ficar! – quase gritou.
Eu – Mas, Felipe... – falei com voz baixa.
Felipe – Vamos sair logo daqui, antes que pensem que estávamos nos agarrando. – disse em um tom mais alto.
Ele abriu a porta e saiu, nervoso. Eu saí, normalmente. Andei até o quarto da Carol. Me sentei na cama, onde ela e Luana conversavam. E percebi que estava chorando.
Luana – O que aconteceu?
Carol – Você nunca chorou assim, desse jeito... – disse, limpando minhas lágrimas.
Eu – Briguei com o Felipe. Acho que já é hora de te contar, Carol.
Luana – Já contei a ela. Menos trabalho pra você.
Contei-lhes sobre a conversa.
Carol – Como ele teve coragem de fazer isso? Sempre achei ele meio caidinho por você, mesmo... Acho que só você não percebia.
Luana – Anteontem, lembra que estávamos eu, você e Felipe na sua casa?
Eu – Sim, eu fui tomar banho e vocês conversaram.
Luana – Então, ele me contou que estava apaixonado. Eu perguntei por quem, e ele disse o seu nome. Fiquei paralisada. Mas depois prometi a ele que não te contaria. E ele me disse que iria te contar ainda naquele dia. Mas ele acabou não contando, então contou depois do desfile, ontem.
Eu – Não desconfiei dele em momento algum, nunca pensei na possibilidade de ele estar apaixonado por mim. Vão se fazer 10 anos que nos conhecemos e eu nunca pensei nisso.
Obs: Nos conhecemos quando eu tinha 4 anos e ele 6. Ele iria completar 16 anos no mês seguinte.
Carol – Então pense, porque essa pequena possibilidade é real.
Parei de chorar. Bruno bateu na porta.
Bruno – Meninas, não vão tomar banho, não?
Luana – Estamos indo, amor.
Carol se levantou e falou:
Carol – Gente, vou tomar banho no banheiro da minha mãe. Luana toma banho depois da Camilla, que vai tomar banho aqui. Tem umas roupas aqui, em cima da cama, que com certeza cabem em vocês, já que vestimos o mesmo tamanho. Qualquer coisa é só ver no meu guarda-roupa roupas menores ou maiores, tudo bem?
CONTINUA
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