segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Sempre ao seu lado – Cap. 1


É tão legal tirar fotos... Ainda mais quando você está toda fantasiada junto com as suas amigas mais loucas. E o seu amigo babando no seu bumbum.
Sim, eu estava no meu quarto com Lilly, Bianca e Julie toda fantasiada, tirando fotos com a minha câmera nova (e com as delas). E, não, Daniel não estava SÓ babando, como estava olhando Indiscretamente para os nossos bumbuns. Eu sei que não deveria estar contando isso, mas é um defeito meu, não resisto uma informação tão grande só pra mim (a não ser segredos). Estávamos copiando famosas, mas, tipo, sem as roupas, só as poses.
Di (Dianna) – Daniel! Daniel, acorda, pelo amor de Deus!
Dan (Daniel) – Ãhn? O que você disse?
Di – Xii... Delirou!
Dan – Eu só estava olhando... olhando... – ele percebeu um caderno em cima da minha escrivaninha. – que você não fez o seu dever de casa!
Di – Ih, Dan, você tá delirando, mesmo! A gente tá de férias, bobão!
Dan – Tá. Pra que você me chamou?
Di – Eu tava só querendo que você tirasse uma foto junto com a gente.
Dan – Tá. Eu fico do lado de quem.
Di – Do meu, é claro! – forcei um pouco a voz, dando um medinho nele. – Bem, do meu ladinho, vem cá.
Nos posicionamos para a foto, e a câmera tirou sozinha. Julie foi ver como ficou, e fez uma cara tipo “show!”, o que me deixou curiosa.
Bia (Bianca) – E aí? Como ficou?
Lilly – Aii, fala logo!
Ju (Julie) – Vem ver, vocês mesmas.
Elas foram, apressadas, e ficaram de boca aberta. Depois olhou pro Dan, e depois pra mim.
Di – Dan, o que você fez? – me virei pra ele, tentando não me estressar.
Dan – E-eu não fi-iz nada!
Di – Me dá essa câmera logo!
Elas me deram a câmera, e quando vi a foto... Ele fez biquinho perto da minha bochecha.
Di – Bem, até que não ficou mal... Você sempre faz isso nas fotos, mesmo. Não vai fazer diferença das outras 700 iguais a essa.
Dan – Então tá, né!
Di – Bem, já tá na hora do lanche, então vamos na lanchonete?
Todos – Vamos!
Descemos as escadas, e vi minha mãe na cozinha, meu irmão na sala e... nada do papai. Era sempre assim, ele nunca tinha tempo. Negócios, viagens, negócios e mais negócios.
Di – Mãe, a gente vai na lanchonete, tá?
MM (minha mãe) – Ok, filha. O seu irmão não quer ir, não?
Di – Pedro, você quer ir na lanchonete com a gente?
Pê (Pedro) – Quero, não. Daqui a pouco a Sofia vai passar aí e a gente vai lanchar.
Di – Então tá, pombinho.
Pê – Chata.
Di – Idiota.
Pê – Metida.
Dan – Vamos logo, Di? Antes que você vomite em cima do seu irmão um monte de xingamentos.
Di – Vamos.
Fomos até a lanchonete. Todos pediram alguma coisa, menos eu.
Ju – Não vai pedir nada, não, Dianna?
Di – Não. Tô sem fome.
Dan – Ah, não, Dianna! Isso de novo, não.
Eu fiquei com vergonha. Ele não podia falar isso tão alto.
Di – Daniel! Você sabe muito que isso é sério!
Dan – Mas... Mas...
Di – Esse problema não se resolve com um simples “mas”, né?
Dan – Tá, mas você precisa comer alguma coisa, senão vai piorar.
Di – Dan, bulimia não piora.
Dan – Então tá. Mas é melhor você comer alguma coisa.
Di – Então tá. Um milk-shake pequeno, por favor.
Garçom – Com licença.
Ficamos em um silêncio mortal por alguns minutos. Fiquei emburrada e tentei fingir que nada tinha acontecido, mas não sou boa nessas coisas. Enfim, peguei meu celular e fiquei ouvindo música até o nosso pedido chegar.
Garçom – Aqui está, senhores.
Todos – Obrigado.
Comemos em silêncio (ou, no meu caso, tomamos). Dan ficava me fuzilando com um olhar furioso. Depois que eu terminei de tomar o milk-shake, peguei o que tinha levado.
Di – Licença, vou pra casa. Aqui o dinheiro.
Deixei um pouco de dinheiro em cima da mesa, o suficiente pra pagar o que eu tomei e fui andando pra casa. Quando eu abri a porta de casa, senti um cheiro de perfume masculino, e ouvi passos vindo em direção a mim.
Di – Daniel.
Dan – Di, desculpa. Eu agi errado, mas eu só queria... te ajudar.
Di – Sem problema, Dan. Você fez a coisa certa. Obrigado por querer cuidar de mim. – dei um beijo na bochecha dele. – Cadê o resto do pessoal?
Dan – Eles ainda estão lanchando, que eu saiba. Ou então nos espionando.
Di – *risos* Bem, podem sair daí que eu já vi a Lilly ali, na árvore.
Todos – Ah...
Di – Oi, Caio. Oi, Je! – Caio e Jeferson eram amigos nossos também, e grandes amigos do Dan, apresar de eu ter uns certos ciúmes...
Continua

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